domingo, 21 de agosto de 2016

UMA HERANÇA DO ESPAÇO




Nada neste nosso mundo pode ser comparado com aos fenômenos da natureza, pelo menos quando se tratar de força e de poder .
Parece que quase tudo é imenso e grandioso no que se refere ao nosso belo planetinha fazer barulho e nos surpreender com as suas forças mais destrutivas ou de mudança e transformação.
Temos os furacões e as grandes tempestades.
Os poderosos tornados.
Aqueles grandes terremotos que provocam as ondas gigantes chamadas de tsunamis.
Também os vulcões que causam os terremotos.
Isto são só alguns exemplos de que o nosso mundo é acima de tudo um organismo vivo e que está em constante transformação...




 escrevi essas historias  assim



Eu ouvia aquela barulheira lá fora e sabia que estava tendo uma bagunça dos diabos.
Mas não tinha tido tempo ainda de tentar me inteirar na totalidade dos fatos o que estaria realmente acontecendo.
La de dentro do hospital, da onde que eu iria adivinhar que o que tinha surgido lá fora era a droga de um vulcão ativo .
Soltando o magma e lançando fogo e fumaças pra tudo quanto é lado ?
Foi só agora no fim do meu turno é que cheguei a olhar pra fora e vi aquilo pela janela do prédio .
Pude notar que tinha luz e uma claridade enorme nos lados daquele morrão que eu podia ver no horizonte.
Como é que podia acontecer de nascer a droga de um vulcão logo ali bem pertinho naquela montanha.
Se até ontem ela nem existia ?
Ele entrou em atividade assim de uma hora pra outra e isso por si só já parece muito estranho.
E agora com todo aquele rio aceso de lava que se escorria e tava descendo a encosta ao encontro da cidade ...
Parecia que não poderia piorar.
Mas é claro que podia sim piorar. E muito !
Tava demorando até aparecer um grande tremor de terra .
E ele veio na forma de um estrondo longínquo, que logo se tornou em uma tremedeira tão forte no solo...
Que parecia que eu não conseguia mais nem ficar em pé .
Eu fazia força e me equilibrava como podia, mas já era certo que uma hora ia acabar fatalmente caindo no chão.
E me caiu a ficha da ideia, de que a coisa estava ficando muito perigosa.
Com muito custo que eu saí do prédio balançante lá para fora.
Eu tinha que pegar o carro e me mandar dali o mais depressa que eu pudesse . Mas aquele chão que não parava de tremer. Aff
Um desespero só ! E nessa terra tremeliquenta dá pra dirigir ?
Bom, mas pelo menos o carro tem a suspensão e amortece um pouco né.
Saí andando e fui até o estacionamento e o carro estava lá bem no lugar de sempre e parado.
 Mas alguma coisa estava diferente .
Muito estranho mesmo. Mas não me dava conta na hora o que poderia ser.
Foi só quando vim bem mais perto que eu notei.
Havia uma vala nas ruas e bem no meio do estacionamento.
Era um tipo de rachadura bem grande e aparentemente tinha alguns centímetros de largura.
Mas era escura e muito funda, misteriosa.
Eu andei por ali um pouco olhando em volta e vi que ficava cada vez mais violenta a tremida do chão.
E aquela fresta foi aumentando ficando maior e mais larga...
Parecia que a parte onde eu tava ia ficando mais baixa, e mais longe de uma hora pra outra.
Andei muito olhando em redor daquela fissura no chão.
De repente vi escapar da fenda um sopro parecendo ser de gases, vapor e um tipo de fumaça esbranquiçada feito o leite.
Um esguicho forte que ainda soltou um barulho como se fosse um extintor de incêndios.
A fenda toda soltou aquele gás que demorou um pouco a se dissipar. Parecia denso e gorduroso.
É melhor eu tirar logo o carro dali de uma vez !
 A coisa tá séria.
_ eu pensei muito grilado. Saí rapidão, quase correndo.
Mas quando cheguei até lá perto vi que não daria mais nem pra tirar. A não ser que ele agora pudesse voar, com asas !
A pista tinha se erguido em mais de um metro do chão, e se afastou também, deixando uma fresta de pelo menos uns 80 centímetros.
Agora sim . Prestou !
Como que eu ia manobrar carro por cima de uma greta daquele tamanho e naquela lonjura do chão?
Falei : __ Pelo menos vou pular pra lá né, antes que afasta mais.
Tomei distância, vim correndo e pulei por cima daquela fresta e caí por cima do asfalto áspero da outra parte.
Mas lá o chão estava fofo, esquisito sei lá. Se afundou e subiu um monte de vezes com o peso dos meus 90 quilos.
Como se eu pulasse numa cama elástica ou algo assim.
Ué ? O que está havendo aqui agora ? Tá tão estranho...
O chão não tinha mais a mesma firmeza que eu sempre via e tava acostumado.
Mas naquela parte, uma espécie de plataforma, não tava se revirando em tremores que nem todo o resto.
Havia uma mureta mais lá na frente eu subi nela e pulei de volta ao chão. 
Ele repinicou algumas vezes.
Subia e descia como se fosse uma mola de amortecimento.
Vou é descer daqui . Eu eim !
Fui de volta para perto da “ minha cratera ” .
Mas agora o outro lado já tava ainda mais alto e muito mais longe do que quando eu vim. Tudo se sacudindo tremendo e fazendo barulhos.
Olhei para o buracão lá no fundo e a queda na certa seria risco de morrer.
Deitei bem na beirada da brecha e olhei lá pra dentro.
Notei então que havia lá no fundo alguma coisa de diferente.
Não era o chão de maneira nenhuma.
Ah. Vou arriscar e pular pro outro lado mesmo. Que se dane !
Quando pulei senti meu corpo ruim, todo leve. Tipo uma espécie de ausência de qualquer sensação.
Parecia que parei no ar, sei não o que foi aquilo...
Quando cheguei lá do outro lado parecia que os músculo da perna
nem fazia força pra amortecer o impacto do meu peso.
Eu sei que isso é impossível ! Claro que é um total absurdo.
Mas tenho certeza que era antigravidade.
Alguma coisa estava anulando a atração da terra e fez eu perder talvez mais de 70 quilos, e fazia embrulhar o estômago.
Daqui de um ângulo mais baixo, eu podia olhar direto pra dentro da cratera e acabei percebendo uma estrutura de aparência maciça.
Andei um pouco por ali olhando em volta a paisagem e o chão do outro lado do buraco era como um tipo de ilha flutuante.
O estacionamento inteiro, e mais além todo o entorno de um enorme estádio de futebol estava fazendo parte de uma gigantesca ilha voadora em total flutuação.
Essa ilha estava separada do solo como se tivesse se rasgado do terreno e saído subindo pro alto até mais de dois metros do chão.
Formando um desnível muito acentuado.
 Agora não havia como não ver.
A estrutura sólida que eu era um objeto inteiriço.
Eu fui passando os olhos sobre ele até onde a vista alcançava e parecia não ter mais fim de tão grandioso e gigantesco que era.
Finalmente comecei a entender o que era aquela coisa.
O disco voador.
Uma nave discoide tão grande que era impossível a gente não ficar impressionado com o seu tamanho enorme.
Havia muita terra e toda sorte de sujeira nas suas paredes. 
 Mas em muitos dos pontos daqui e dali se podia ver um metal prata brilhante. 
Com algumas partes enferrujadas ou enegrecidas.
Mas era só a terra que estava grudada no casco da nave...
Tive um tipo de privação dos sentidos, comecei a ver uma espécie de miragem ou visão, sei lá.
Vi nessa hora como se fosse a gravação em câmera bastante veloz de toda a filmagem daquela construção do estádio de futebol.
 Ele tinha sido feito por cima do aparelho enterrado.
Faziam pelo melo menos uns 60 anos e foi reformado duas vezes.
Mas aquela gigantesca nave espacial estava muito bem enterrada a muitos milhares de anos naquele local.
Talvez desde a época da origem da raça humana na terra, sei la.
Só que não pude pensar muito nisso, pois vi uma luz fraquinha e pequena a piscar. Eu notei que era uma escotilha redonda.
Parecida com a tampa redonda de um bueiro. Aquelas de ferro.
Só que era muito grande. Daqui de cima e de longe parecia ter um tamanho até pequeno.
 Mas era só uma impressão errada mesmo.
Eu nem pude me concentrar muito e nem ficar observando a porta da nave.
Minha atenção foi atraída pela aproximação de um tanque de guerra blindado que vinha sendo acompanhado de uns duzentos soldados a pé.
Pela sua atitude, marchando a pé firme.
 Achei que talvez entramos em guerra com o exército vermelho, sei lá.
Todo mundo estava com um fuzil de mais de um metro nas mãos.
 Com as fardas verdes e alguns com roupas camufladas.
Dos seus cinturões pendiam pistolas 9 milímetros semi automáticas enormes e novinhas.
E parecia que tinham cinco quilos a mais cada um, só de munição.
Estavam todos sérios e preparados pra guerra.
 Com cara de poucos amigos.
Sua atitude podia ser tudo menos amistosa.
Marchavam fazendo um barulho em uníssono. Tchum, tchum, tchum.
O passo das pisadas deles fazia enquanto andavam.
Um oficial com divisas de patente e usando quepe em lugar do capacete como os outros soldados.
Vinha dependurado pelo lado de fora do tanque e desceu saltando de sua carona bem próximo de onde eu tava saiu caminhando com o passo bem firme.
Ele parecia não ser muito velho, tinha o nariz afilado e comprido.
Achei que se parecia com um ator conhecido.
 Ele se adiantou e veio até onde eu estava e parou quase do meu lado, mas não me olhou.
Fixou-se na porta ainda fechada do disco e foi andando ao longo da parede do “ meu objeto ” . Voltou, e parou bem do meu lado.
O que estarr você vendo neste porrta ?
Ele falava com um forte sotaque alemão engraçado, eu não o entendi bem.
O que a senhorr estarr vendo neste maldito desse porrta, soldada ?
É uma luz que acendeu agorinha mesmo, mas a porta está travada. Não vai abrir.
 Está trancada capitão.
Nain ! Eu serrr generral Rustelroff.
 Não ser capitain !
Como eu vai abrre este merrda de máquina voadorra ?
__ O senhor vai abrir a porta ? 
 Eu não sei como se abre a escotilha.
 Parece uma identificadora biométrica, tem uns símbolos estranhos que estão desenhados.
Mas está tudo muito cheio de sujeira ali em todos os aparelhos. Tem até ferrugem.
Este porrta velho estarr parrado desda começa da mundo ?
Sargenta figarra !
__ Sargento Figueira se apresentando senhor !
__ Sargenta Figarra, manda virr a soldada noventa e cinca agorra mesma ! Acelerrado !
Sim senhor ! _ e o sargento figueira saiu correndo como um louco.
__ Soldada João Sarrdinha é a maior mijão que ekxiste na exército ! _ ele explicou pra mim.
 Notei que este alemão é doido.
__ Mas como demorra este figarra ! Sargenta molenga !
Soldada dezoita ! Vai chama soldada noventa e cinca e esta sargenta enrolada ! 
 _ E começou a praguejar em alemão entre dentes...
Sim senhor, general ! _ e este também saiu correndo na toda.
Eu não podia deixar de rir do jeito daquele general maluco e de sotaque tão engraçado. Ele falava tão rápido e tudo errado...
E todos os outros soldados e oficiais ria das maneiras dele se expressar.
 Não tinha quem não risse das bobagens dele...
Finalmente chegaram todos os três, Sargento Figueira o soldado João Saldanha que ele insistia chamar de SARDINHA.
E o soldado dezoito, que era um negão enorme a quem o alemão perseguia o tempo todo.
Ele já era da quarta geração da sua família no exército.
Estava pagando todos os seus pecados cármicos servindo sob as ordens do alemão pelo jeito
__ Soldada João Sarrdinha !
_ Sim senhor ! Soldado joão Saldanha se apresentando, senhor !
__ Soldada João sarrrdinha, Eu precisa você molha este porra deste porrta alçapon aí no seu frente ! Agorra !
_ Não entendi senhor !
__ Como ser exérrcito de verrdade se a soldada nem saber cumprre as ordens ? Molha a alçapon aí no frrente ! 
 Tirra a pintão aí no aparrelha e joga urrina igual você faz atrrás do árvorre.
Ou serra que a sargento prrecisa vai ajuda você tirra as calças ?
__ Não senhor ! Agora eu entendi senhor !
E o soldado João Sardinha tirou o seu objeto não identificado pra fora e molhou e molhou, com um xixi de meia hora toda a porta da entrada da escotilha do disco voador.
__ Molha todo o porrta e tirra o sujeira do aparrelha.
O pior era que o soldado João era na verdade o joão mijão.
Foi jogando o xixi pela porta toda e parecia que não ia parar de urinar mais.
Um soldado magro e que não tinha nem 1.70 de altura.
Da onde que cabia nesse baixinho tanto líquido assim ?
__ Soldada trrinta e quatrro ! Soldada oitenta e dois !
Só agora é que todo o destacamento tinha chegado e estava ali reunido. E os dois soldados chamados se apresentaram destacando-se da formação e daí correram para se apresentar e pararam ali bem do meu lado.
Um símbolo luminoso tinha se acendido em uma das repartições da escotilha da espaçonave. Na hora me parece que era a representação de uma cadeia de DNA.
A porta era repartida em partes como uma pizza em uns três setores diferentes. Separados por um abaulamento que parecia ser uma figura em relevo.
Lembrava uma hélice no formato de um Y.
__ Agorra molha a alçapon também soldadas.
O 34 era Tobias Araújo. E logo ele foi executar aquela ordem
maluca do alemão e molhou também a porta de aço ou fosse lá o que seria aquele metal estranho de que era feita aquela nave...
E muitas coisas estranhas estavam acontecendo naquela escotilha.
Desde que o joão mijão tinha molhado a porta biométrica, um grupo de luzes intermitentes se acendiam em uma rápida
sequência.
Piscando em amarelo, verde, vermelho, laranja e azul.
E aquele símbolo que representava o DNA estava aceso em uma das da porta, mas o sinal estava incompleto.
Como se tivesse uma boa quantidade de caracteres faltando para completar uma cadeia normal de informação do código genético.
A identificação biométrica poderia ter sido feita com saliva.
Com sangue humano, talvez até com líquido lacrimal.
Somente na cabeça de um biruta feito aquele alemão pra sair a ideia de ativar a porta jogando urina. Mas parecia que estaria dando certo já que os símbolos na porta tinham ficado parcialmente incandescentes.
Tudo indicava que a porta tinha mesmo um tipo de detector de DNA humano. E as partículas e células existentes na urina já estavam analisadas e tinham sido aprovadas pela trava de segurança da porta.
E por isso tantas luzes tinham acendido e ficaram piscando.
__ Agorra soldada oitenta e dois. Molhar também alçapon !
O 82 foi até lá, parou olhou e tentou. Mas estava tímido...
E nem saiu a água do joelho.
__ Senhor, eu não consigo senhor !
E todo mundo ali em volta caiu na gargalhada.
Até eu também não me contive. Era muita maluquice.
__ Nain ! Nain ! Nain ! Seus cambada de traidorrass !
Não é nada de engrraçados ! SILÊNCIA !
Todo mundo segurou as gargalhadas, menos eu. Não conseguia.
__ Nada de faz grracinhas seus emprrestável.
Agorra parra ajuda soldada 82 todo munda vai faze barrulhinha com a boca ! Pissh fissh !
__ Agorra imediata ! Serr uma orrdem soldadas !
Aff. Não segurei e agora eu ria ainda mais...
mas o alemão estava possesso e ninguém mais fez gracinhas ali perto.
Parecia que a ajuda ao soldado 82 até surtiu o efeito.
Pois ele começou a soltar um xixi bem tímido na portona de aço.
Enquanto isso todo um batalhão o ajudava a se soltar.
Eram 200 dos mais destemidos soldados que o mundo já viu, fazendo o barulhinho... Pissh Fissh ! Pissh Fissh !
Eu nem conseguia me controlar para não rir tanto.
O pior era que parecia que não era mesmo o dia de sorte do soldado 82, pois todo o esforço do batalhão em ajudar foi inútil.
O seu xixi acabou e a droga da escotilha não acendeu a parte que
ainda faltava.
Não só não abriu e nem demonstrou mais qualquer outra reação.
O que a gente mais queria e esperava era que a porta se abrisse ou que algo interessante acontecesse não ocorreu foi nada.
Ficou só aquele povo todo em suspense.
E o chato do alemão vira pra mim . E fala bem sério :
__ Soldada, a seu país prrecisar de você emerrgência nesta momento.
Aquele regimento era mesmo de um bando de filhos da P...
Todo mundo começou a rir e a me olhar . Na certa sabiam que o tal do general alemão ia me dizer. E agora todos riam da minha desgraça.
Até eu cheguei a rir um pouco da situação.
Muita gente já teve de se sacrificar por sua pátria.
Aí você se depara com a questão ! Você faria um xixi pelo seu país ?
Eu jamais morri de amores pela política. Menos ainda tive alguma afinidade pelo exército em dia nenhum da minha vida...
__ Porra capitão, Corta essa ! _ eu falei rindo.
E todo mundo no batalhão riu também. Rindo dimim né.
__ Você descobrrir porta e agorra terr que testarr . Porrta prrecisa ver que você estarr aqui parra destrranca alçapon !
Apesar de acreditar que não passava de mais uma das maluquices e extravagancias que aquele alemão inventava.
A própria curiosidade me leva a pensar que talvez seria lógico que a porta precisava de meu código genético pra registrar também, na hora de abrir.
Sobretudo se for lembrar da hora em que eu pulei a cratera e fiz força pra cair do outro lado e parecia que algo me segurava.
Devia ser um tipo de analisador molecular que gravou todos os meus caracteres genéticos e minhas informações
Foi o que eu torci pra ter acontecido pra confirmar as esperanças do alemão e as minhas.
Era uma teoria maluca. Mas era a única que ainda se podia tentar.
__ Tá certo, mas manda esse bando de milico virar lá pro outro lado então ! E fazer silêncio...
__ Pelotain ! Dirreita volver ! _ grita o alemão e todo mundo virou.
Eu parei ali na frente da escotilha, só que não consegui me concentrar pra fazer assim sem mais nem menos um xixi tão importante.
__ Porra não dá pra tirar todo mundo daqui em volta ?
__ Pelotain ! MARRRCHA !
E todos foram saindo de perto. Tchum. Tchum. Tchum. Tchum.
Agora que eu tava sozinho, éramos eu e aquela porta.
Que tinha sido construída por seres estranhos, sabe-se lá de qual é o mundo. E sabe lá faz quanto tempo !
Me senti um pouco ridículo de estar aqui tendo que mijar numa porta.
E inda pensei em voz alta :
__ Será que não resolvia só de bater ? Aff
Não ia ter ninguém né ?
E numa portona daquele tamanho, era pra eu mirar aonde em?
Todo mundo estava lá do outro lado estava em suspense.
Esperando que EU fizesse a minha parte. Todos torcendo que ia dar certo !
Aquele alemão doidão parecia que não tinha as mesmas duvidas que eu.
Vendo que eu já não tinha saída,. Não havia outra opção.
Me concentrei e liberei um xixi de responsa na escotilha de aço.
E esforcei pra acertar em algumas partes específicas...
As luzinhas piscantes. A repartição da porta que ainda tava toda apagada. Ainda sem o seu desenho aceso da figura de DNA.
Mas por fim terminei a mijadeira por meu país.
__ Será que já até eu mereço um medalha ?
Um potente barulhinho muito estridente se fez ouvir.
Um tipo de apito que começou de repente.
Piiiiiiiiiiiiiiiiiii, bem prolongado irritante.
Chacoalhei e guardei o molhador. Sabia que algum dia ia servir
pa fazer alguma coisa muito importante pa toda a humanidade !
Nem percebi que o tal do general alemão sem noção estava bem ali ao meu lado. Tomei um sustão da voz dele.
__ Bom trrabalha soldada ! Pelotain ! Em Forrma !
As luzes piscavam na trava da porta muito mais rápido.
E a terceira metade que era dividida a escotilha agora acendeu.
E mostrava o desenho completo da cadeia de DNA.
Estava igual em todas as outras partes que tinham ficado acesas
primeiro.
Soltando alguns estalos e outros estranhos sons metálicos, aquela droga de porta se abriu em uma lentidão enervante.
Deslizou lentamente para fora até se escancarar completamente e se encostar lateralmente na parede do objeto.
Aquela porta era grande e grossa como a entrada de um cofrão de um banco. E parecia mandar um mudo convite a que a gente entrasse e tomasse a posse daquele aparelho voador
Que foi construído por um povo tão evoluído que já usava a identificação biométrica, quando os seres humanos ainda viviam provavelmente na idade da pedra.
Minha intuição me dizia que aquela nave resgate só iria
funcionar automaticamente daquela maneira se o nosso mundo se visse em vias de ser inteiramente destruído.
Pensando na imagem do enorme estádio de futebol lá em cima eu fiz um cálculo aproximado que em dia de jogo cabiam umas 80 mil pessoas.
E a nave era de vários andares.
Caberia facilmente pelo menos as 500 mil pessoas que são ameaçadas pela erupção e pelos terremotos que estão começando a
destruir nossa cidade.
__ Agorra nós poderr entrra em aparrelho soldadas !
Você entrra no frrente e todos nós batalhón vamos tánben !
Tinha que estar aqui esse gringo estraga prazer mesmo.
Eu olhava abobalhado aquela construção futurista e antevia as grandes possibilidades que se abriam para a humanidade.
A chance de ir para o espaço. Também ia salvar toda a cidade da destruição. Era só retirar aquelas pessoas.
A porta que parecia pequena, vista de bem perto era tão grande que poderia entrar uns dois caminhões lado a lado.
E até o “ nosso ” tanque de guerra ia com a gente...
__ Pelotain ! Marrchen !
Eu fui bem na frente. E logo atrás todo mundo marchando veio bem perto seguindo comigo. Tchum. Tchum. Tchum. Tchum.

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